sábado, 31 de julho de 2021

It's Not Me, It's My Basement

 “Because as easy it is for a flower to bloom... it is just as easy to wilt and wither away”

    Olá ! Eu sou o novo redator da Zero Corpse, Fulcanelli. Seja muito bem vindo a minha primeira postagem aqui no blog, depois de tantos anos admirando o trabalho incrível da ZC, decidi finalmente tentar fazer o teste de redator e bem… Aqui estou ! Darei o meu melhor para trazer uma leitura agradável e despertar vosso interesse, espero que possamos nos dar bem.


Introdução


    Acredito que todos concordam que entre os gêneros de jogos em RPG Maker, o terror é um dos mais populares, e, nesse universo, surgem algumas obras que fogem um pouco dos moldes padrões desse estilo, seja por uma narrativa mais voltada para elementos metafóricos, ou sobre conceitos e ideias pouco exploradas em outros títulos.

    Esse é o caso de It's Not Me, It's My Basement, um jogo de terror criado por ArcadeKitten, na engine do RPG Maker MV, traduzido apenas para o inglês e contendo uma duração de apenas 45 minutos.


Sinopse



Embry é uma criança, sem gênero específico, que foi deixada sozinha em casa. Seus pais não aparecem há bastante tempo, o que deixa a criança encarregada dos afazeres domésticos básicos e principalmente das refeições, não para si, mas para uma criatura hostil trancada no porão da casa. O dever de Embry é: todos os dias deixar a casa, minimamente, limpa, fazer as compras, e alimentar o monstro que vive em seu porão.


Personagens

Embry é uma criança ingênua e pouco sociável, ela é indiferente com todas as pessoas em sua volta, mesmo que, esses a tratem com certo carinho.
Dr. D. Light é um médico hábil e gentil que está de passagem na cidade, ele vai até a casa de Embry na tentativa de curar seus pais que estavam “doentes”. Ele é bem comunicativo e demonstra uma simpatia incomum com as pessoas.

Análise


Enredo -


        A primeira vista, esse título não me chamou tanta atenção, não demonstrou uma proposta super interessante logo de cara, e, ao experimentar, senti que o jogo iniciava de forma brusca, já ordenando que o jogador cumprisse uma ordem, sem explicações, nem introdução. Mas acredito que seja justamente nessa frieza e desespero do personagem em cumprir a tarefa que começa a tornar as coisas mais interessantes. De forma geral, o plot consiste em: você vive em uma casa sozinho, e há um monstro no seu porão, você deve alimentá-lo todos os dias para que ele não fique descontrolado. Simples, certo ? Na verdade, simples até demais, e, isso por si só, não bastaria para um bom jogo, entretanto, serve de forma excelente como pedra angular para a narrativa de forma geral.

        Ao longo de três dias, acompanhamos a rotina de Embry, seguindo os mesmos procedimentos todos os dias. Durante esse período, o monstro vai se aperfeiçoando e evoluindo, o que faz a personagem entrar em conflito com o modo de cuidar da criatura e o que fazer. Esses conflitos se manifestam em escolhas que o jogador pode fazer para guiar os acontecimentos narrativos.
 
Durante sua finalização, a obra traz reflexões sobre o comportamento do protagonista, em relação ao porão. Entendo que essa parte seja um simbolismo, uma mensagem do jogo para o jogador, por forma de metáfora, em relação a continuar “alimentando o monstro”, ou impedir, desesperadamente, qualquer forma de ajuda. O que essa mensagem significa é puramente interpretativo, e claro, tudo isso acompanhado de um momento bem tenso e sinistro, a única parte realmente “assustadora” do jogo.

Parte artística - 



        A maneira com a qual as coisas são descritas, trabalha de forma harmoniosa junto ao estilo artístico do jogo, trazendo muito simbolismo, e contribuindo com uma atmosfera ideal para a proposta da obra. O desconforto transmitido por todas as coisas, causa aflição, tudo carrega da essência mais precária que pode, por exemplo, o pão velho, o mofo nas paredes, a cidade acromática e desolada, e, principalmente, a resposta do protagonista a este ambiente, já que vemos o mundo através de seus olhos e, consequentemente, sua interpretação. Isso fica nítido em suas interações com as pessoas, nenhuma delas possui um “rosto” como Embry, e suas falas são sempre supérfluas e cheias de maneirismos sociais, que são sempre ignorados pelo personagem principal. 
 

Trilha sonora - 



        Infelizmente, o jogo peca muito na questão sonora, a maior parte dele se dá em silêncio, e, em raras exceções, como durante um flashback, há a presença de uma música de fundo, e mesmo essa, não é nada marcante. Isso é compreensível por se tratar de um jogo tão curto, mas, mesmo assim, acredito que o autor perdeu um elemento enriquecedor para sua obra.

 


Conclusão


        It's Not Me, It's My Basement surpreende com sua história, e entrega mais do que promete ser. Definitivamente, não é uma obra prima, mas para sua proposta como um jogo curto, devo dizer que admiro o trabalho de ArcadeKitten em operar tão bem com recursos tão limitados. O jogo é gratuito mas você pode doar qualquer quantia que quiser para o desenvolvedor, recomendo que vá conferir o jogo por conta própria, afinal, você pode em um curto período de tempo adquirir uma experiência interessante sem pagar nada, é uma situação tão favorável que parece quase impossível criar uma desculpa pra não jogar.

18 comentários:

  1. Bem vindo Fulcanelli! Fico feliz que temos mais um redator no Zero Corpse, adorei o post, vc escreve muito bem! Confesso que também passei pelo jogo e não dei atenção, mas parece ser interessante então vou dar uma olhada.
    Acompanho a pagina a anos e sempre tive vontade de me tornar uma redatora também mas tenho 0 conhecimento sobre isso kkkk mas quem sabe, vou ver se tento no futuro fazer o teste. Obrigada pela recomendação!

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    1. Fico muito contente que tenha gostado. Admito que ser um redator tem sido uma experiência bem divertida.

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  2. Olá senhor Fulcanelli ! Seja muito bem vindo a Zero Corpse! Gostaria de saber se esse jogo funciona no EasyRpg player

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    1. Olá, agradeço a boa recepção.
      O EasyRpg player só é compativel com as engines do RPG Maker 2000/2003. Então pelo menos por enquanto é incompatível.

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  3. Adorei o post e o jogo, achei interessante desde o título, vou jogar em breve quando tiver um tempinho. Obrigada e seja bem vindo!

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  4. FINALMENTE EU JÁ TINHA JOGADFO MAS AGORA VOU JOGAR MELHOR

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  5. Bem vindo/a/e Senhor Fulcanelli! Belo blog :)

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  6. como que baixa ?����

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    1. Oi Ssoso
      Na pagina oficial do jogo
      logo abaixo do título tem a opção "Download Now"
      Assim que você clicar nela vai aparecer várias opções de doações, mas elas são opcionais, o inicio do texto de download diz isso, e logo abaixo está escrito "No thanks, just take me to the downloads", a partir daí você será redirecionado para uma página com diversas opções de download, basta escolher a versão compativel com o seu sistema operacional e a língua que deseja jogar.

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  7. Heyy,se importa se eu publicar no Amino,comu de FNF,irei dar os créditos a vc,se importa??

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    1. Claro ! Contanto que dê os créditos e divulgue o blog não vejo porque não.

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  8. Bem vindo ao zero corpse fulcanelli!! Achei muito interessante sua forma de escrita, inclusive me trouxe mais curiosidade sobre esse jogo, afinal, não tinha me chamado tanta atenção de inicio

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  9. Bem-vindo e obrigada pela sua resenha maravilhosa, esse eu não conhecia mas vou jogar agora mesmo! <3

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  10. Bem vindo, Fulcanelli! Sua escrita e o jeito que conta sobre o jogo é íncrivel, espero que se divirta trabalhando no Zero Corpse <3 obrigada pela resenha!

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  11. mas não tem em pt br? inclusive, ótima desc sobre o game ! e seja bem vindo:p

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  12. Bem vindo, eu espero que não demore muito para sair a tradução em português. Esse jogo parece ser super legal, to bem animada pra jogar :)

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