quarta-feira, 19 de maio de 2021

Lisa The First

"É sério que você achou que aquilo iria funcionar? Eu nunca vou te deixar. Você vai ter que me engolir."

 

                Saudações, Corpses. Sou eu novamente, seu colega e redator Neru. Como você tem passado seu dia? Está realizando suas tarefas prediletas que te arrancam pelo menos algum sorriso ou que te fazem bem? Está ficando com as pessoas que você gosta? Eu espero que você tenha respondido sim para ambas as perguntas, afinal, fazer alguma dessas coisas no momento em que estamos é algo essencial para nos mantermos felizes e seguirmos em frente. Porém, se você não anda se sentindo muito bem, eu realmente espero que melhore. Você é uma pessoa especial, e eu sei disso. Inclusive, falando em se sentir bem, eu gostaria de deixar uma mensagem no inicio desse post que é em relação ao jogo que vamos falar hoje. 

 Hoje irei falar sobre Lisa The First, o primeiro jogo da série Lisa. Lisa The First não é um jogo para qualquer um, e nesse post eu irei falar bastante sobre os temas que o game aborda que não são nem um pouco leves. Por isso, se você possui algum tipo de gatilho com pedofilia, abuso sexual e outros tipos de abusos, infelizmente eu vou ter que sugerir para você que POR FAVOR não leia esse post e não jogue os jogos dessa série para o próprio bem de sua integridade psicológica. Eu não ficaria feliz em saber que causei gatilho em pessoas que não se sentem bem quando esses determinados temas são abordados, então peço mais uma vez, se você tem gatilho para esses assuntos, não leia esse post e também não jogue esse jogo. A Zero Corpse possui muitos outros posts e jogos interessantíssimos para você visitar.

                Agora que os avisos foram dados, vamos falar um pouco sobre Lisa The First. Já aviso também que esse será um post um pouco longo, pois, apesar de Lisa ser um jogo levemente curto, existem muitas coisas que eu quero falar.

 

 ᖞ Descrição ᖝ

 

Arte por Yisus-BJ (Deviantart)

               Lisa The First, como dito anteriormente, é o primeiro jogo da série Lisa. Possuindo um terror peculiar apostando no horror psicológico e abrangendo temas grotesco capazes de chocar o público mais sensível, o primeiro jogo da série Lisa deu as caras pela primeira vez 9 de Outubro de 2012. Criado por Austin Jay e feito na Engine RPG Maker 2003, inicialmente Lisa The First era denominado apenas por "Lisa", sem nenhum outro complemento como é visto atualmente. Porém, com o passar do tempo, Lisa ganhou mais duas sequências (sendo a mais famosa delas, Lisa The Painful, o segundo jogo da série), e graças a isso, o primeiro jogo da série recebeu o nome de "Lisa The First" para que não fosse confundido com os demais. Por enquanto, apenas terminei o primeiro jogo da série, mas planejo também trazer para a Zero Corpse os outros dois jogos que restam. Estou quase terminando Lisa The Painful e logo logo irei começar Lisa The Joyful, então peço para que sejam um pouco pacientes.

 

 ᖞ Sinopse ᖝ

 Mesmo sabendo que nunca iria ser capaz de fugir de seu pesadelo interminável, ainda assim, Lisa sentia no fundo de sua alma uma esperança em meio a um profundo desejo de se libertar do mal que fazia seu choro ser inaudível. Após as desavenças e abusos que a garota sofria pelas mãos daquele que teoricamente deveria ser aquele que deveria limpar suas lágrimas ao invés de fazê-las serem derramadas, Lisa tentou dar um basta a tudo aquilo que a prendia naquele mundo de desgraças, e deu um fim à sua própria vida. Porém, mesmo fazendo isso, o fim de sua vida, não significava o fim de seu sofrimento. Agora, Lisa precisa vagar pelos seus pensamentos e seu subconsciente afim de quem sabe, escapar daquilo que ela almejou fugir desde o início. O problema é que ela vai descobrir que fugir daquilo que não ela não consegue se desfazer, é algo muito mais difícil do que se pode imaginar. 

 

ᖞ Personagens ᖝ

  Lisa Armstrong

Lisa Armstrong é a protagonista de Lisa The First sendo ela a personagem a qual nós controlamos e eventualmente exploramos sua mente. Lisa possui uma personalidade enigmática e não fala nada durante o jogo todo, então, então tudo o que sabemos sobre ela, nós descobrimos desbravando seu subconsciente. Lisa usa uma roupa branca e surrada, possui um cabelo longo com sua franja escondendo parte de seu rosto e utiliza sapatos avermelhados.
  Marty Armstrong

Marty Armstrong é o pai de Lisa, e é o personagem mais próximo de antagonista que você vai ser capaz de achar em Lisa The First sendo o causador de todos os traumas que fazem com que Lisa possua uma mente tão deturbada. É inevitável que Marty anda sempre com óculos escuros, possui uma barba longa e está presente em basicamente todos os ambientes do jogo. O objetivo de Lisa é escapar dele de alguma forma, e sempre que ele está presente ou você se encontra com ele, você sente um certo desconforto.
Tricky Rick

Rick é um personagem misterioso que você encontra nos pensamentos de Lisa. Possui um formato peniano proposital e maior parte de suas frases possuem sempre a um teor sexual como o sexo em si ou os abusos sofridos por Lisa. Segundo ele mesmo, este ser gosta bastante de explorar cavernas. Algumas vezes você precisa passar por ele para progredir no jogo e você é capaz de encontrar ele em uma parte de seus pensamentos que pode servir como seu inventário, indicando que ele sempre vai estar em seus pensamentos.

ᖞ Análise ᖝ


                Se tivesse de descrever Lisa The First em poucas palavras, eu o descreveria como desconfortante, perturbador, macabro, chocante e inúmeros outros adjetivos desse tipo que você seja capaz de imaginar. Eu posso te dizer com certeza que dentre os três jogos da série Lisa, apesar de Lisa The First não ser o jogo da série com o maior tempo de jogatina, nem o mais complexo ou o mais trabalhado em seus gráficos e gameplay, ainda assim, esse jogo consegue ser o game mais forte e impactante de todos os três jogos da trilogia. 

                Em questão de ser o game mais forte, eu digo isso não exatamente de forma gráfica, afinal, se fossemos falar dos gráficos de Lisa The First, poderíamos dizer com veemência algo que todos que jogam concordam: não são exatamente os gráficos que tornam o horror desse game tão ser tão perturbador a ponto de você se recusar a querer jogá-lo novamente. O real terror de Lisa está justamente em sua história combinada com sua estética avassaladora, que apesar de minimalista e simples, são os pequenos detalhes que você nota apenas quando joga que constroem a tensão e o horror do game. Esses elementos combinados geram um horror que se não se faz ser necessário apelar para Jumpscares para lhe causar algum tipo de pânico, medo, tristeza ou repugnância. 

                Antes de tudo, eu preciso te avisar novamente que se você tem sensibilidade à determinados tipos de conteúdos, sugiro que não jogue os games dessa série. Apesar de Lisa The First ser o mais forte tendo gatilhos para abusos sexuais e físicos, isso não significa que os outros dois jogos restantes não sejam tão impactantes quanto o primeiro game dessa série. 

                Se você joga Lisa The First sem saber a história por trás desse jogo com estética inspirada em Earthbound, de início, você vai se ver perdido em um ambiente estranho, desconfortante, repugnante, claustrofóbico e tudo de ruim que você é capaz de imaginar. Mas mesmo que você não saiba sobre o que o jogo se trata, com o passar do tempo em sua jogatina, você eventualmente vai juntar algumas peças desse enorme e confuso quebra-cabeça, descobrindo por si só o real enredo. 

                 Pode parecer complicado de início descobrir o que esse jogo envolto por uma narrativa tão rica em tragédias e melancolia tem a te dizer, pois a primeira coisa que você nota ao jogar, é que ele é um jogo como Yume Nikki, ou seja, não é um jogo que vai te entregar a história de bandeja e te contar sobre a trama, o enredo ou a história em si. Não, esse tipo de recurso é quase obsoleto nesse tipo de jogo. Teoricamente, você tem que pegar cada coisa que te é apresentado em meio à sua jogatina e montar sua própria teoria para tentar entender o que está acontecendo, porém, Lisa The First, apesar de ser como Yume Nikki em sua jogabilidade que se baseia na exploração e quase não ter diálogos, não é um jogo que te faça criar inúmeras teorias sobre o que está se passando.  

                Apesar de Lisa The First ser um jogo que não te entregue a história de maneira direta por meio de sua narrativa, não é necessário nenhum gênio para entender aquilo que está acontecendo. Não é necessário nenhum gênio para entender aquilo que a protagonista passou, e está passando. Não é necessário nenhum gênio para entender a real dor que a protagonista passa e o que o jogo quer transmitir para nós. Não é necessário nenhum gênio para entender a moral de Lisa em tentar nos mostrar os abusos e traumas que uma pessoa pode passar e no que isso pode ocasionar.

                Desde o início, quando você começa a jogar o jogo, você consegue entender um pouco sobre o contexto o qual estamos inseridos pois é inevitável que quando trombamos com um elemento ou outro que Lisa nos apresenta de maneira tão explícita, consigamos por muitas vezes associar isso à um acontecimento que vem em nossas mentes e ligá-lo a outros acontecimentos que nos apareceu em alguma parte do game. Lisa faz muito isso: brincar com nossa mente e pensamentos nos forçando a imaginar o que diabos está acontecendo, o que tal coisa representa para a protagonista e entre outras coisas. O que vou dizer agora não vai ser um spoiler, pois acontece assim que você começa o jogo e vou narrar um pouco de minha experiência e tentar dar um pouco de contexto no que estou querendo dizer.

                 Ao decorrer do game, é inevitável que você vá se deparar com coisas que podem te chocar se você for uma pessoa sensível. Eu posso te dizer que até mesmo eu me senti um pouco desconfortável com algumas coisas que me foram apresentadas, e eu não sou o tipo de pessoa que se vê chocada com muitas coisas que me aparecem. Mas um ponto em comum que maior parte dos elementos de Lisa tem em comum é: esses elementos remetem aos abusos que Lisa, a protagonista, sofreu e sofre carregando-os consigo e não conseguindo fugir deles não importando onde ela vá ou o que ela faça, o que convenhamos, é algo muito forte a ser apresentado. 

 
 
                Lisa The First é um jogo repleto de simbolismo e você reconhece isso quando você começa a jogá-lo. Existem elementos, personagens, textos e citações que apesar de serem diferentes entre si, sempre buscam remeter à mesma coisa que são os abusos sofridos por Lisa, demonstrando cada vez que você se aprofunda no game a regressão e a loucura que a protagonista está sendo inserida pouco a pouco enquanto ela perde completamente a noção e o controle de tudo... Ficando assim, à beira da loucura.

Arte por Fab-FFZ 
(Newgrounds) 

                É inevitável que com o passar do game, você vá deparar com muitos desses elementos, e isso inclui objetos e personagens com formatos penianos, citações que fazem alusão à abusos sexuais ou ao sexo em si, frases que se dirigem diretamente à Lisa afirmando o quanto ela é uma pessoa terrível e entre outras coisas. Mas sem dúvida, a coisa que você mais vai dar de cara ao jogar Lisa, desde o começo até o seu fim, é a raiz de todo o sofrimento da garota e aquele que cometeu tais abusos à mesma: seu próprio pai. Posso dizer a você que sem dúvidas, o elemento que mais incomoda e te deixa desconfortável é justamente essa figura do pai de Lisa. Não importa por onde você ande ou aonde você vá, você eventualmente sempre vai dar de cara com essa figura em alguma parte do jogo, sendo ele presente em quase todos os cenários, desde o começo ao fim. Existem partes do jogo em que ele aparece com mais frequência, outras vezes não tanto, mas de alguma forma, ele sempre estará lá representando os traumas que Lisa sempre busca tentar fugir, mas nunca consegue. Traumas que o próprio pai dela fez à ela a causando danos irreversíveis na mente da jovem e a fazendo ficar em uma espiral de horror que teve um começo, mas nunca terá fim.

 

                É algo muito repulsivo e difícil de se imaginar, mas eu imagino que Lisa queira retratar justamente o que se passa na mente de uma pessoa que sofreu com abusos de uma pessoa que esteve sempre tão presente em sua vida, seja um parente, ou um amigo próximo, pois Lisa retrata que às vezes o maior causador de nossos problemas pode estar mais perto do que nós podemos imaginar. A verdade é que Lisa The First é um jogo muito delicado de se falar, mas imagino que é esse seu propósito: ser um jogo com o intuito de te chocar e te fazer se sentir o mais desconfortável possível ao saber que você está vagando pela mente de uma pessoa que não consegue mais enxergar nada além daquele que lhe causou um mal que nunca vai desaparecer, como se seus gritos não pudessem ser ouvidos, e a venda da insanidade a impedisse de ver o que há ao seu redor, permitindo apenas que ela consiga sentir uma dor que nunca vai chegar ao fim.

ᖞ Jogabilidade ᖝ

Arte por Yukiko-Onna (Deviantart)

                Sobre a jogabilidade de Lisa The First, apesar de não ter muito o que posso falar, existem sim pontos que nós podemos destacar sobre a mesma. O game tem uma jogabilidade quase que idêntica à Yume Nikki, e isso você é capaz de perceber quando você o joga, e isso é tanto na trama quanto na gameplay, já que tanto em Yume Nikki quanto em Lisa The First, nós exploramos o subconsciente da protagonista. Se você está familiarizado com Yume Nikki, você entende o que estou falando, mas se não está, o que é bem improvável já que Yume Nikki é um dos jogos mais icônicos da fandom de RPG Maker de horror, o que quero dizer é: Lisa The First é um jogo que foca muito mais exploração do que na história em si. O jogo quase não possui texto algum e para que você possa progredir no game, é necessário que você pegue determinados itens em determinado local e use-os em determinada ocasião.

Arte por Indigoswallow (Deviantart)

                Diferente de Yume Nikki, Lisa The First possui bem menos locais para você explorar e itens para se coletar, porém, eventualmente é necessário que você use seus itens em uma ordem específica para que possa progredir no game, diferente de Yume Nikki que não é necessário você seguir uma ordem exata para conseguir outros itens e progredir no jogo e você é livre para explorar as diversas possibilidades que o jogo tem entrega. Mas ainda assim, fica evidente a essência que Lisa carrega vinda desse simulador de sonhos.

                Outra coisa que você é capaz de notar quando joga, se você está familiarizado com outra série de jogos bem famosa é claro, é que a estética, sprites, diálogos e cenários são bastante inspirados na franquia Mother, como dito anteriormente, especificamente no segundo jogo da série: Earthbound ou Mother 2 como é conhecido no Japão. Isso foi uma coisa que eu achei bastante interessante, pois Earthbound carrega uma trama e uma atmosfera completamente diferente da de Lisa, sendo Lisa um antônimo perfeito do jogo em que sua estética foi inspirada (exceto pelo final Boss de Earthbound, que sem dúvidas é um dos chefes mais aterradores de todos).

 

ᖞ Trilha Sonora ᖝ

                Em relação à trilha sonora de Lisa, eu posso dizer que ela é uma trilha sonora um tanto peculiar. A primeira coisa que eu pensei quando me peguei ouvindo a ost de Lisa The First, é que ela me lembrou bastante as osts de outro jogos do mesmo gênero, que no caso são: OFF e Yume Nikki. 

                Porém, mesmo com as osts de Lisa The First me lembrando um pouco as osts desses dois jogos, ainda assim eu sinto que existe algo especial e particular na soundtrack desse game que faz ela ter algo a mais... Algo mais peculiar e profundo. A trilha sonora de Lisa The First se baseia principalmente em loops de poucos segundos e a maior parte de suas músicas são um grande amontoado de garranchos, ruídos e barulhos aqui e ali, mas de alguma forma, eu sinto que a ost desse jogo te faz sentir uma sensação um tanto estranha. 

                Quando eu joguei Lisa The First pela primeira vez eu senti ao ouvir a ost, que estava mesclada com o cenário em que estava, uma sensação de vazio ao mesmo tempo que me sentia cada vez mais sobrecarregado de sentimentos de solidão. Maior parte da trilha sonora de todos os três jogos da série Lisa sempre buscam atingir esse sentimento de solidão para que você se sinta mais imerso dentro do universo do game, pois o cenário de todos os jogos sempre remetem a algo caótico e desolador, mas ao mesmo tempo, parece que nada irá te fazer um verdadeiro mal. 

                Posso dizer que Lisa não falha em tentar te fazer se sentir o mais sozinho possível, e admito que fiquei impressionado em ver que mesmo com maior parte das músicas sendo compostas apenas por barulhos estranhos, ainda assim, essas músicas conseguem te fazer sentir alguma coisa dentro de você

 

ᖞ Conclusão ᖝ

Arte por Donchan
                Lisa The First... O que posso dizer exatamente sobre esse game depois de ter explorado esse ambiente sombrio e tão grotesco a ponto de me fazer repensar e refletir sobre o mesmo? Bem, em minha conclusão, eu posso te dizer que na realidade Lisa The First não foi um jogo feito para que você o jogue, e isso fica evidente em algumas partes do game que são mais chocantes, sendo  algo bastante semelhante a OFF, que insiste para que você pare de jogá-lo. O jogo tem personagens perturbadores, um ambiente tremebundo e uma história que pode ser chocante para o público mais sensível. Nem mesmo o próprio game deseja que você o jogue, o que torna essa tarefa ainda mais difícil de ser concluída. Eu digo com veemência que Lisa The First conseguiu representar muito bem a mente de uma pessoa perturbada com os abusos que sofreu durante toda a sua vida, retratando com clareza e acerto as consequências de um ato que pode levar uma pessoa à loucura a ponto dessa pessoa perder sua própria vida.

             Desde o início, você já sabe que Lisa está fadada a um destino cruel e irreversível, não existindo nenhum indício de que talvez esse game vá ter algum tipo de final feliz. Você sabe disso desde o começo do game, e isso fica ainda mais claro quando você descobre que na realidade a protagonista está morta desde o início do jogo. Por isso, eu sou capaz de te dizer com certeza de que Lisa The First não é um jogo para qualquer um. Como disse no começo e durante toda minha review, os jogos da série Lisa são chocantes, repulsivos, repugnantes e grotescos, mas ao mesmo tempo, são importantes para que você seja capaz de entender o que se passa na mente de uma pessoa cujo o único objetivo é fugir de seu passado. Por isso, pense bem se planeja jogar esse tipo de game, pois quando nem mesmo o próprio game quer que você o jogue, você é capaz de perceber que talvez o conteúdo do mesmo não seja algo para você. 

ᖞ Download ᖝ


Lisa The First em Inglês

Lisa The First em Espanhol (Traduzido por Madotsuki)


Postagem de Mary sobre Lisa The First (Contém detonado)


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12 comentários:

  1. Obrigado pelo post, espero um dia jogar todos os jogos que vcs postam aqui.

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  2. Obrigada pelo post e pelo game ❤
    Estou ansiosa para jogar!

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  3. A Zero Corpse já fez tradução desse jogo?

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  4. Oi! Tudo bem? Apesar de ter adorado o post (não sabia desse final!), não vou dar uma segunda chance para o jogo de jeito nenhum, já tinha tentado uns anos atrás e realmente não dá... Muita tortura que não vale a pena :/ Mas muito bem escrito como sempre, parabéns!

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  5. Olá! Você acha que podem sair a tradução ainda esse ano do jogo " Midnight Train"?

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  6. obrigado pelo post!!

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  7. não tem a versão português desse jogo ainda?

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  8. mds eu ja joguei esse jogo e não lembro onde

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  9. parabens pelo post
    perfeito
    e vlw pela recomendação,adoro esse tipo de coisa bizarra...

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  10. Não é o tipo de jogo que realmente consigo me interessar, por se tratar de um "Yume Nikki" da vida. Ele é aqueles jogos que não possuem uma narrativa linear, confortável e objetiva. Na realidade não daria para representá-lo como game, correto? Apenas uma experiência abstrata. Porém essa experiência, como sendo abstrata, ela retrata muito bem o que é o mal do ser humano.

    Eu baixei pra dar uma chance, pelo menos a mim mesmo, e vou dizer que duas coisas que me chamaram atenção foram a trilha sonora e a sensação de desconforto. Vou dizer que a parte das aranhas foi divertida, também pelo Techno no fundo, pois de fato foi o único momento que senti uma sensação de "estou jogando algo!". Porém de resto me trouxe apenas uma experiência mórbida de interpretações e desconforto. Ainda bem que me trouxe desconforto, pois gosto de gore e climas sombrios. O desconforto veio pela sensação de nojo, junto com aquele sentimento de raiva que realmente a protagonista estava transparecendo.

    A experiência é abstrata, apesar de não ser cabível necessariamente a "interpretações", pois ela quer passar uma mensagem específica sobre medo e sofrimento sexual. A real é que tu vai ficar perdido pelo mapa procurando itens, e uma hora você vai se cansar (se for que nem eu heh).

    Eu não curti o jogo em si, mas gostei da mensagem que quis passar...

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  11. ótimo post, como sempre.
    definitivamente o jogo mais perturbador que já joguei!

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