sábado, 1 de fevereiro de 2020

Litte Misfortune

"Com o seu novo amigo, Sr. Voz, Misfortune vai encontrar muitos infortúnios e embarcar em aventura por uma floresta cheia de mistérios."



Bonjour ~ ♡

        Olá, Corpses! É minha primeira postagem sobre um jogo e espero que a leitura seja confortável! Eu prometo que farei o possível para evitar spoilers, mas algumas pessoas consideram elementos "mais à frente" um tipo de spoiler, então estejam avisados. A análise será superficial e eu evitarei entrar em profundidade para não estragar o sentimento que a jogabilidade quer que você sinta. Prontos, então?


       "Little Misfortune" é um jogo de história interativa feito e distribuído por Killmonday Games, também responsáveis pelo famoso jogo point-and-click, "Fran Bow". Ambos os jogos dividem o mesmo universo. O jogo fala sobre Misfortune Ramirez Hernandez, uma menininha de 8 anos cheia de imaginação que deseja ganhar o Prêmio da Felicidade Eterna para a sua mãe ao ser guiada por uma voz misteriosa que ela chama de Mister Voice. O jogo está disponível na Steam, sendo pago, mas com uma Demo grátis disponível. Legendas em português também estão disponíveis.


 Misfortune Ramirez Hernandez



- A personagem principal. Sempre rindo e jogando glitter nas coisas, Misfortune acredita que seu glitter mágico pode "mascarar" todos os problemas e deixá-la feliz. Parece ter "se interessado" por uma raposa que viu na janela.

                                               Benjamin


- Uma raposa misteriosa que sempre é vista em cena, mas que nunca fica o bastante para conversar. Parece saber de alguma coisa.

                     
Mister Voice


- O narrador personagem que guia tanto Misfortune, quanto o jogador. Parece não gostar muito de raposas.



Em uma cidade na Suécia, uma jovem garota brinca em seu quarto.

          O jogo se inicia com uma voz masculina e adulta quebrando a quarta parede para conversar com o jogador. Ele apresenta Misfortune em seu quarto, alegando que a garota morrerá em um futuro próximo. Depois disso, Misfortune prova ser capaz de escutar a voz, mas não perceber a presença do jogador.

         Mister Voice (como Misfortune o chama), é o narrador-personagem que guia tanto a garota, quanto o jogador, por um chamado "jogo para ganhar a felicidade eterna". E, conforme a história avança, é perceptível que, além da vida de Misfortune não ser a mais feliz para uma criança, existe alguma coisa errada nesse tal jogo. Situações bizarras são mostradas para uma mente inocente e infantil, ao mesmo tempo que tanto Misfortune quanto o jogador são forçados a tomar decisões que afetarão o futuro para sempre.


      Entretanto, como diz Mister Voice, não existem decisões erradas, apenas consequências diferentes.


     
    Diferente de Fran Bow, o jogo é mais interativo e foca muito mais em conversação dos personagens do que jogabilidade. A proposta ainda é parecida: Uma criança desafortunada e com uma vida ruim participando de eventos macabros que possuem relação direta (ou não) com as consequências dessas situações.

         Em Fran Bow, você pode tomar pílulas para "mudar" a visão do jogo, mas em Little Misfortune, o glitter que a personagem joga em "situações tristes" para "consertá-las" tem um efeito bem diferente.


         Entretanto, o maior elemento de jogabilidade é a capacidade do jogador de poder fazer escolhas, sejam elas para avançar em alguma parte do jogo ou mesmo apenas para responder perguntas do narrador. Seja lá qual for a escolha, todas elas interessam. O jogo constantemente joga na sua cara que "se você tivesse decidido x e não y, essa situação seria diferente", não importando qual você escolheu. 


        As críticas sociais em Little Misfortune são claras e o jogo não tem medo de mostrar a realidade cruel para o jogador, mesmo que pelos olhos de uma criança. Misfortune entra em contato com violência, morte, e >muitas< alusões à drogas. Mesmo agindo feito uma criança ingênua durante a maior parte do jogo, existem muitas situações que Misfortune é "fria" ou "madura". Ela, por exemplo, não teve nenhum problema em contar que sua mãe pretendia abortá-la e que casou com seu pai apenas porque engravidou sem planejar.


      Com o passar do jogo, é perceptível elementos "primos" da história de Fran Bow, especificamente dos "Five Realms of Essential Existence". Partes da história desses locais que não foi muito explorada em Fran Bow são vistas em Little Misfortune.



       A arte do jogo é adorável e agradável de ser ver, sempre relembrando uma pegada infantil e inocente. Isso é feito para que o "bizarro" tenha contraste em meio às cores e cause desconforto instantâneo quando a atmosfera do jogo muda drasticamente. Little Misfortune também possui animações quando a personagem entra em contato com certos itens. 


        Mesmo que a língua oficial do jogo seja em inglês, todas as placas e nomes de loja do jogo estão em sueco, mantendo a fidelidade ao local que as cenas se passam.



         Eu, pessoalmente, achei o jogo amável e no meu estilo de "fofo terror". Ainda prefiro Fran Bow por causa da jogabilidade, mas Little Misfortune tem elementos muito únicos que me fizeram me apegar ao enredo e à personagem principal.

         Primeiramente, o sotaque da Misfortune. Ela é hispânica e, como vive na Suécia, o inglês dela é bem "diferente" e carregado. Eu achei isso muito fofo e uma carga a mais para a impressão infantil que ela passa. Mesmo com tudo isso, é engraçado como ela conhece palavrões e é constantemente repreendida pelo narrador por causa disso. O jogo dá a entender que ela aprende essas coisas ruins com os pais. 




       Uma das coisas que mais me chamou a atenção é que o jogo é um pesadelo para jogadores paranoicos (como eu). O narrador insiste o tempo todo que suas escolhas tem consequências e ele tenta manipular você e a Misfortune ao mesmo tempo em certas escolhas. O jogo tem muito isso de "não confie em ninguém" ou "escolha alguém pra confiar" e isso me aterroriza muito, porque o medo de fazer escolhas erradas te assombra durante todas as cenas, mesmo que o Mister Voice insista que não existem escolhas erradas. 




          A Misfortune é muito imprevisível, e isso só deixa tudo mais difícil.






♡ Charlotte 

12 comentários:

  1. Já joguei, embora tenha me decepcionado, pois achei bem mais história do que jogo com jogabilidade em si. Mas parabéns pelo post, está incrível!

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  2. A jogadora paranóica que reside em mim sauda a jogadora paranóica que reside em você... Porque, oiá, já tô vendo que vou sofrer com essa história haha (e q vou ficar com o coração apertado durante todos os momentos tentando salvar Misfortune e, provavelmente, usando o glitter em nadaaa)
    A estética me lembrou um pouco Night In The Woods, se for tão bom quanto já sei q irei adorar.
    Obrigada pela recomendação, a postagem está incrível ♡

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  3. esse jogo é maravilhoso, com certeza ta na minha lista de fav. Eu infelizmente acabei o final BEM no inicio do jogo quando ela para na rua kkjkk

    Uma pergunta, vcs pensam em traduzir o Reboot de Wadanohara q saiu esse mês?

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  4. particularmente achei o jogo muito fofo porem daqueles que chega uma parte que se torna grotesco, com assuntos pesados, porém visto meio que do ponto de vista de uma criança continua fofo. tbm prefiro fran bow, talvez pq misfortune tenha sido muito curtinho, já Fran teve um desenrolar mais elaborado por isso grande jogabilidade. Mas concordo que foi gostoso (e estranho) de jogar

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  5. ainda estão fazendo a tradução de pocket mirror ?

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  6. Eu sei que não tem nada a ver com o assunto, mas Wadanohara teve uma atualização com cenas novas na sala bônus e outras coisas, vocês vão traduzir?

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    1. Quando sair uma versão em inglês, vamos nos organizar para tornar isso possível.

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  7. eh mto bom, mas eu esperava algo melhor pq fran bow eh um jogo maravilhoso...mas continua sendo mto bom. só não chega as pés de fran bow kk ces podem fazer o reboot de wadanohara please? :3 tenham um boa tarde <3

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  8. ah eu amei essa pagina, Ai foi gratificante te encontrado, adoro jogos de terror

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  9. Eu adoro a Killmonday. Eles tem um canal muito legal no youtube, fiquei acompanhando todas as atualizações que eles faziam em formato de vlog muitas vezes divertidos de assistir. Quem narra a Misfortune é a Natália, a CEO da KG, ela disse que a história é inspirada nas próprias experiencias dela, tanto familiares como também o fato dela ter saído do Chile para viver na Suécia.

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  10. Me desculpe incomodar mas só queria falar que o titulo está incorreto, faltou um L em "Litte Misfortune", o correto seria "Little Misfortune".

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